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Casa cheia: espetáculo e oficina de teatro inclusivo lotam auditório do IFPA campus Bragança

Projeto que mistura Libras com palhaçaria reuniu estudantes surdos e ouvintes em manhã dedicada à democratização da arte

  • Publicado: Terça, 28 de Abril de 2026, 18h01
  • Última atualização em Sexta, 19 de Junho de 2026, 19h50
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Na manhã desta terça-feira (28), o auditório do IFPA campus Bragança ficou lotado para receber a programação do projeto cultural "Falando com o Nariz". O evento reuniu estudantes de diversas turmas dos cursos técnicos, com destaque para a participação dos alunos surdos, que participaram ativamente da apresentação. A acolhida teve o apoio técnico do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE), sob a coordenação da professora Nívia Maria Vieira Costa.

A manhã cultural começou com o espetáculo circense "Daqui a Pouco", estrelado pelo ator Ruber Sarmento (palhaço Rubervaldo). Com uma dramaturgia pensada especialmente para o público surdo, a apresentação uniu o lúdico e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para refletir sobre a importância da comunicação e derrubar barreiras sociais.

 

O projeto, selecionado pelo Edital PNAB Pará, tem como premissa democratizar o acesso à cultura, colocando o público surdo como participante ativo da experiência estética. Segundo o ator Ruber Sarmento, a iniciativa partiu de uma busca pessoal:

"Era uma inquietação que eu tinha. Eu falo um pouco de Libras e já tinha tido algumas experiências de trabalhar com público surdo. Agora, nesse projeto, estou tendo a chance de fazer o espetáculo oralizando e utilizando a língua de sinais. O intérprete está ao meu lado ajudando, mas é bem mais eficaz para a compreensão do surdo se o próprio ator sinalizar".

Em seguida, os alunos participaram da oficina “Jogos Teatrais para uma educação acessível”. A atividade prática utilizou a palhaçaria para transformar o espaço em um ambiente de diálogo inclusivo, explorando o corpo e os gestos como linguagens universais. O evento reafirmou o compromisso do Campus Bragança e do NAPNE com a diversidade e a democratização da arte.

 

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