Reitora do IFPA participa de encontro com a Educação do Campo em Bragança e anuncia novos docentes, bolsas e ações de internacionalização
Evento reuniu estudantes, egressos e professores e reforçou compromissos institucionais com a Ledoc
A Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc) do IFPA campus Bragança, que completa 17 anos em 2026, deve receber dois novos docentes com formação específica na área. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) pela reitora do IFPA, professora Ana Paula Palheta, durante encontro com estudantes, egressos e professores do curso.
Segundo a reitora, já estão em andamento os procedimentos para a abertura das novas vagas, que devem ser preenchidos por docentes com formação em Educação do Campo. “É a forma que a instituição tem de ratificar o compromisso com a formação de vocês, com quem já se formou e com quem ainda está em formação”, afirmou.
Além da contratação de novos professores, a reitora apresentou um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da Educação do Campo no IFPA. Entre elas, o lançamento de um edital específico para a concessão de bolsas de permanência estudantil, com previsão inicial de 10 auxílios destinados a estudantes da Ledoc, e outro voltado à internacionalização, que deve levar estudantes do curso para um intercâmbio acadêmico na Colômbia.
“Aquilo que é realmente importante para a instituição precisa estar em dois espaços: no organograma e no orçamento. E hoje a Educação do Campo está nesse lugar”, destacou a reitora, que está há dois anos e meio no cargo.
Outro investimento mencionado foi a aquisição de mil computadores para os campi do IFPA, em processo conduzido pela reitoria, que poderão fortalecer estruturas como os laboratórios utilizados pela Ledoc.
Em 2025, a licenciatura em Educação do Campo de Bragança passou a contar com dois novos espaços, criados e entregues pela gestão do campus: um laboratório didático, compartilhado com outras licenciaturas, e um laboratório próprio dedicado ao ensino, à pesquisa e à extensão em Educação do Campo.

Construção coletiva
Durante o encontro, falas de professores, estudantes e egressos reforçaram o caráter coletivo que marca a trajetória da Educação do Campo no Campus Bragança.
A professora Edileuza Piletti, que coordenou a primeira turma do curso em 2008, destacou que a consolidação da Ledoc está diretamente ligada à organização dos sujeitos envolvidos. “O nosso coletivo de educadores, educadoras e estudantes compreendeu que, sem o nosso sujeito político, sem o movimento social, a gente não consegue ser reconhecido”, afirmou.
A atual coordenadora do curso, professora Ludymylla Lucena, ressaltou o caráter formativo da experiência. “Aprendi muito com as turmas em que dei aula. Ser coordenadora me colocou nesse lugar de aprender, mas também de contribuir com o curso”, disse. Ludymylla também apresentou o Laboratório de Educação do Campo à comitiva da reitora, que contou com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, professor Saulo Rafael Reis.
O curso se destaca pelos indicadores institucionais. Atualmente, a Licenciatura em Educação do Campo do IFPA campus Bragança conta com 126 estudantes matriculados, distribuídos em quatro turmas no município de Bragança e uma em Santa Luzia do Pará, ofertada por meio do Parfor Equidade.
O curso ofertado em Bragança está entre os mais bem avaliados do país, com nota 4 no Conceito de Curso (CC) do MEC/INEP, além de apresentar uma das menores taxas de evasão entre os cursos do IFPA.

Perspectivas de crescimento
Durante o encontro, também foi sinalizada a possibilidade de verticalização da formação, com a ideia de criação de um mestrado na área da Educação do Campo, com perfil profissional em rede, baseado no modelo do ProfEPT.
“Essa é uma semente plantada. Eu gostaria muito que a nossa instituição fizesse florescer esse tipo de colheita. Somos todos merecedores de viver essa verticalização”, afirmou a reitora.
Ela também destacou que o IFPA possui hoje a maior oferta de Educação do Campo da Rede Federal, em número de matrículas, reforçando o papel estratégico da área para a instituição. “Os números são importantes, os indicadores são importantes, mas nada supera a dimensão humana que temos aqui”, concluiu.


Redes Sociais