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Estudantes do IFPA participam de bate-papo com o professor e pesquisador Salomão Hage

Atividade integrada dos alunos de Agroecologia e de Educação do Campo no auditório abordou temas ligados à educação e ao contexto camponês, das águas e das florestas

  • Publicado: Terça, 29 de Abril de 2025, 12h01
  • Última atualização em Quinta, 26 de Junho de 2025, 16h01
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IFPA campus Bragança recebeu o professor Salomão Hage, da UFPA, na segunda-fera (28)

Referência em pesquisas sobre a Educação do Campo e os movimentos sociais na Amazônia, o professor Salomão Hage, da Universidade Federal do Pará (UFPA), participou de uma atividade com alunos da Licenciatura em Educação do Campo e da graduação em Agroecologia do IFPA campus Bragança, na manhã desta segunda-feira (28).

Professor titular no Instituto de Ciências da Educação da UFPA, em Belém, Salomão também é docente no Mestrado de Linguagens e Saberes na Amazônia (PPSL), oferecido em Bragança pela UFPA.

Alguns dos alunos do programa, incluindo um egresso do curso de Educação do Campo, participaram do diálogo com os estudantes do IF.

Na pauta, estavam questões ligadas ao movimento camponês na Amazônia, que mobiliza povos do campo, das águas e das florestas.

Hage também falou sobre a COP30 e seus eventos paralelos, que acontecerão em novembro de 2025.

O professor destacou a importância de se discutir a socioterritorialidade na Amazônia, ressaltando que os discursos sobre a região ainda desconsideram quem habita esses territórios.

"A gente aprendeu a olhar a Amazônia e só enxergar o verde, a natureza. Nós mesmos, que vivemos nas áreas urbanas, não nos percebemos como povos da Amazônia", afirmou Hage. "Esse discurso de que a Amazônia é só o rio e a floresta, que é espaço para ser ocupado pelo capital, desconsidera que esses territórios estão ocupados há milênios", completou.

COP30 e os movimentos sociais

Além das questões socioambientais, Hage abordou o papel fundamental dos movimentos sociais na mobilização para a COP30 e a Cúpula dos Povos, evento paralelo que espera mobilizar mais de 15 mil pessoas em Belém.

Hage destacou que o evento oficial, realizado pela Organização das Nações Unidas no centro de Belém, abre pouco ou nenhum espaço para a interação com os movimentos organizados, que se articulam em ações paralelas.

A principal delas é justamente a Cúpula dos Povos, entre 12 e 16 de novembro, no campus Guamá da Universidade Federal do Pará, que visa proporcionar um espaço de debate e articulação para movimentos sociais, povos indígenas e comunidades locais, reforçando a importância de suas vozes nas discussões sobre o futuro do planeta.

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