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Debate sobre respeito, diversidade e intolerância mobiliza estudantes no Campus Bragança

"Eu não quero ser tolerada. Eu quero ser respeitada. E quando eu falo em respeito, não falo em concordância, que você concorde com tudo o que eu fale. É respeito e ponto.”

  • Publicado: Quarta, 12 de Setembro de 2018, 15h54
  • Última atualização em Quarta, 03 de Outubro de 2018, 19h13
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Diante de um auditório lotado e centenas de olhares atentos, a psicóloga Lyah Santos Corrêa, mulher trans e protagonista em discussões sobre gênero, diversidade e intolerância, conduziu um debate franco e aberto com estudantes do IFPA campus Bragança. O respeito à diversidade e as violências dentro do contexto escolar foram temas de discussão por mais de três horas durante a programação do I Encontro sobre Gênero e Inclusão do Campus Bragança, prestigiado por alunos do IF, da UFPA e de escolas convidadas da região.

As experiências pessoais dos próprios alunos deram um tom emocional e de denúncia para o debate, aberto pela professora Edileuza Piletti, do Campus Bragança, e conduzido por Lyah, psicóloga graduada pela UFPA e mestranda em Psicologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFPA. Lyah convidou todos para a discussão revelando suas próprias vivências. “Nós devemos nos perguntar por que estamos aqui. Por que 200 pessoas estão neste auditório, sentadas, olhando e ouvindo uma travesti falar?”, provocou, diante de uma plateia que riu ao ouvir o nome social de uma travesti assassinada para em seguida compreender que esse tipo de tratamento também é uma violência. “A diversidade não é o outro. A diversidade é algo que nós todos estamos dentro”, explica Lyah.

 

No encerramento da atividade, uma “corrida dos privilégios” mostrou entre os alunos como a desigualdade de oportunidades por causa do gênero, da origem, da cor da pele, da classe social ou da orientação sexual beneficia grupos privilegiados e oprime, na outra ponta, negros, mulheres, LGBTQI+, pessoas com deficiências, indígenas.

"Todo mundo aqui em algum ponto é diverso, diferente do outro. Do cabelo à cor da pele, às preferências. E lá fora, nem todo mundo vai ter a mesma oportunidade, seja naquela vaga de trabalho, seja no desenvolvimento de uma relação afetiva. Nem todo mundo terá o mesmo direito garantido", diz Lyah.

 

O I Encontro sobre Gênero e Inclusão do Campus Bragança, encerrado com a apresentação dos cantores Ruan Lins e Eloiza Castro, foi uma realização da Comissão de Assistência Estudantil do IFPA em parceria com o Núcleo de Assistência Estudantil da UFPA campus Bragança.

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